Como minha gata me fez entender a direita
- Redação

- há 1 dia
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Adotei uma gatinha que nomeei de Robin, no final de 2025. Uma SRD tigrada, daquelas que ficam no final das filas por serem comuns demais. Eis meu relato.
Pensei que ela poderia trabalhar de segurança, afinal gatos são exímios caçadores. Ledo engano. Ela dormia muito nas horas de trabalho, não via nem mosquitos nem nada. Imediatamente pensei na demissão. Ela apelou para o RH, achei justo.
Acabou conseguindo a vaga de supervisora alimentar, no qual ela demonstra excelência, competência e muito gosto. O problema é que essa vaga não está pagando as contas dela.
Então ela apelou pro governo - eu. E solicitou auxílio saúde, auxílio moradia, bolsa ração e bolsa petisco. Ganhou tudo que pediu. Nem precisou gastar nenhuma das sete vidas apelando pros órgãos competentes.
Pois bem. Ela foi crescendo e os gastos acabaram, novamente, superando os ganhos. Veio me consultar e disse a ela que não tinha como prover mais auxílio algum, nem bolsa, que as contas estão bloqueadas pelos orçamentos secretos.
Mas, evidentemente, não a deixei na mão. Ou na pata no caso. Eu cheguei pra ela e disse: empreender é o caminho. Peguei meu celular, e dei a ela. Disse, então de modo muito carinhoso: faça uma conta no Instagram e fique milionária. Leia-se: dei a ela a faca e o queijo, ensinei a pescar. O que ela fez então? Miou em agravo, me ignorou completamente.
Entendi com isso, de fato, a direita. Eles estão certíssimos! É preciso rever essa ideia de dar tantos exageros aos pobres, especialmente se eles não querem trabalhar o suficiente para ganhar o pão/petisco diário.
As coisas não caem do céu, elas têm custos pras combalidas contas públicas e privadas. Crianças, gatinhos, cachorros, todos deveriam trabalhar para merecer. É justíssimo.
Essa coisa de bolsa isso e auxílio aquilo cria cidadãos que não sabem o valor de um dia de trabalho honesto.
Contem comigo.





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