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A máquina da desestabilização

Foto do escritor: Rey Aragon
Rey Aragon
há 2 minutos
4 min de leitura

Código Aberto lança um dossiê visual de 40 slides que revela as conexões internacionais da extrema direita, investiga os interesses políticos e econômicos por trás das pressões contra o Brasil e mostra como a democracia brasileira se tornou um campo de disputa global.


Quem são os atores internacionais que tentam deslegitimar a democracia brasileira? Como governos, bilionários, empresários de tecnologia, organizações conservadoras, plataformas digitais e veículos de comunicação se conectam nessa disputa? O Código Aberto apresenta A máquina da desestabilização, uma investigação jornalística transformada em uma poderosa narrativa visual, com 40 slides ilustrados que ajudam a compreender as estruturas de influência, os interesses estratégicos e os mecanismos de pressão que atravessam as fronteiras nacionais. O estudo está disponível para download e foi produzido para que qualquer cidadão possa compreender, compartilhar e debater o que está acontecendo com o Brasil.

Uma investigação para enxergar as engrenagens do pode



A disputa pela democracia brasileira não acontece apenas nas urnas, nos tribunais ou no Congresso Nacional. Ela também se desenvolve nos centros de decisão de Washington, nos circuitos internacionais do capital financeiro, nas empresas de tecnologia, nas organizações de influência política, nos estúdios de comunicação, nas plataformas digitais e nas redes transnacionais da extrema direita.


Compreender essas conexões tornou-se uma necessidade democrática.


Foi com esse propósito que o Código Aberto, sob pesquisa e autoria de Reynaldo Aragon, desenvolveu A máquina da desestabilização, um dossiê que reúne investigação geopolítica, análise de redes de influência, economia política, tecnologia, guerra informacional e comunicação visual em uma única obra.


O trabalho examina diferentes núcleos internacionais relacionados à pressão política sobre o Brasil. Entre os personagens e organizações analisados estão Donald Trump e integrantes de seu governo, Donald Trump Jr., Peter Thiel, J.D. Vance, a Rockbridge Network, Benjamin Netanyahu, Javier Milei, Steve Bannon, integrantes da família Bolsonaro, empresários, operadores políticos, influenciadores e organizações de mídia conservadora.


A investigação acompanha também o papel das grandes plataformas digitais, os mecanismos de publicidade política, os contratos de lobby, a circulação internacional de narrativas e os interesses estratégicos relacionados à tecnologia, à defesa, aos minerais críticos, à energia e à soberania informacional.


Mais do que apresentar nomes, o estudo procura responder às perguntas fundamentais de qualquer investigação sobre estruturas de poder: quem se relaciona com quem, quais interesses estão em jogo, quais recursos são mobilizados, como as mensagens circulam e o que as evidências permitem concluir?


Nem toda relação representa uma operação coordenada, e nem toda aproximação política comprova irregularidade. Por isso, o dossiê diferencia fatos documentados, investigações jornalísticas, relações institucionais, indícios e hipóteses que ainda exigem comprovação.

Essa distinção é parte essencial de sua proposta: oferecer uma leitura crítica da realidade sem substituir a investigação por especulações.


O estudo também apresenta o outro lado dessa disputa: a legitimidade da vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o reconhecimento internacional do resultado, a atuação das instituições brasileiras e a projeção diplomática do país.


A liderança internacional de Lula, sua capacidade de diálogo com diferentes regiões do mundo e sua defesa do multilateralismo ajudam a compreender por que o Brasil ocupa uma posição tão relevante nas disputas políticas contemporâneas.


A questão ultrapassa a sucessão presidencial. Envolve a capacidade de uma das maiores democracias do planeta de decidir seu próprio destino, estabelecer políticas públicas, proteger suas instituições e defender seus interesses diante de pressões externas.


Mas o Código Aberto decidiu ir além do formato tradicional de uma investigação escrita.

A máquina da desestabilização transforma uma pesquisa complexa em uma experiência visual inspirada nos quadrinhos clássicos dos anos 1990 e 2000. A apresentação combina cores intensas, caricaturas satíricas, personagens expressivos, cenários internacionais, representações de estruturas de poder, mapas conceituais e painéis explicativos.


A escolha dessa linguagem tem um objetivo preciso: tornar visíveis relações políticas, econômicas e tecnológicas que normalmente permanecem dispersas em documentos, reportagens e pesquisas especializadas.


Os quadrinhos não substituem os dados. Eles ajudam o leitor a reconhecer os personagens, acompanhar os acontecimentos, visualizar os conflitos e compreender as relações entre diferentes centros de poder.


A sátira também cumpre uma função jornalística. Ao retirar a solenidade artificial que frequentemente cerca os personagens mais poderosos do planeta, a linguagem visual revela contradições, aproxima o público da investigação e transforma um tema complexo em uma narrativa acessível.


Em 40 slides, o público percorre o cenário internacional, conhece os principais atores, acompanha as conexões políticas, compreende o funcionamento da circulação de desinformação, identifica interesses econômicos e chega às conclusões e aos limites documentais da pesquisa.


O material foi concebido para circular amplamente: pode ser utilizado em debates públicos, atividades educativas, universidades, sindicatos, movimentos sociais, coletivos de comunicação, grupos de estudo e encontros dedicados à defesa da democracia e da soberania nacional.


Não é necessário ser especialista em geopolítica, inteligência ou tecnologia para acompanhar a apresentação. A proposta é justamente democratizar o acesso a conhecimentos que frequentemente ficam restritos a especialistas e instituições.


Informação qualificada também é uma forma de defesa da democracia.


Em um ambiente no qual a desinformação circula rapidamente, compreender os mecanismos de produção e amplificação de narrativas é fundamental para que a sociedade desenvolva sua própria capacidade de análise.


O Código Aberto acredita que o conhecimento não deve ficar aprisionado em círculos restritos. Uma investigação só alcança plenamente sua função pública quando pode ser compreendida, questionada, debatida e utilizada pela sociedade.

Por isso, convidamos jornalistas, pesquisadores, estudantes, professores, trabalhadores, comunicadores populares e todos os cidadãos interessados no futuro do Brasil a conhecerem o estudo.


O Brasil precisa conhecer as forças que influenciam seu destino. E conhecer essas forças é o primeiro passo para enfrentá-las democraticamente. Baixe aqui o PDF do estudo


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