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Globo utiliza radiodifusão para propagar inverdades

  • Foto do escritor: codigoabertonet
    codigoabertonet
  • há 47 minutos
  • 3 min de leitura

Por Jorge Folena


As organizações Globo são incorrigíveis e têm no golpe a sua essência política. Digo isto porque  foi o que houve na entrevista do presidente Lula ao Jornal Nacional, na quinta-feira 26 de agosto: vimos uma detentora de concessão da radiodifusão incentivando a propagação de inverdades, sem esclarecer a realidade dos fatos e o que prevê a Constituição.


Sem querer ser partidário do Presidente Lula, apesar de ter o livre direito de expressar minhas preferências eleitorais nestas linhas, o que assistimos foi a uma tentativa de linchamento político, com a atribuição indevida ao presidente da República da responsabilidade de terceiros.


A Globo resgatou a teoria do domínio do fato, indevidamente utilizada no julgamento do mensalão, para tentar atribuir supostos malfeitos de outrem ao presidente Lula, mesmo não tendo ele participado de nenhuma das atividades apontadas.

Segundo a emissora, por ser Lula o presidente (o pai, o chefe do ex-assessor, do ex-ministro e do ex-líder do governo), ele tem a obrigação de ser onisciente. Foi a ideia que o jornalismo da Globo pretendeu incutir, de forma sorrateira, no roteiro de inquirição lido por seus entrevistadores.


É preceito fundamental que a culpa de quem quer que seja não pode ser atribuída a outrem, ainda que fosse o caso de ter havido condenação criminal e trânsito em julgado de uma sentença, o que não existe em relação a qualquer um dos mencionados na entrevista (Fábio Luís, Marcola, Lupe e Jaques Wagner).


A TV Globo sabe que não poderia fazer o que fez; sabe também que tem o dever de informar a verdade, como exige a Constituição. Por isso, sua insistência em atribuir uma responsabilidade definitiva por fatos não comprovados e, ademais, relacionados a terceiros, pode configurar a intenção (dolo) de causar dano à candidatura do presidente Lula.

Era dever daqueles jornalistas esclarecer a audiência de que o presidente não responde nem pode ser responsabilizado por atos de terceiros. Era seu dever também informar que a todos é assegurada a presunção de inocência, não sendo correto fazer imputações ou ilações na entrevista. 


Como afirmou o presidente em certo momento, ele foi submetido a uma inquirição investigatória, sobre fatos que não são imputados ele, candidato à reeleição, mas a terceiros.  Ressalte-se que é importante esclarecer (mas a Globo não o fez) que ´´nenhuma pena passará da pessoa do condenado`` (mesmo não havendo nenhum condenado nas hipóteses citadas).


O presidente Lula é o presidente Lula, os outros respondem cada um por seus atos, mesmo que não tenham sido condenados. A questão é que deve ser respeitado o princípio da inocência, coisa que o jornalismo da Globo jamais respeitou, tendo colaborado para prendê-lo e impedi-lo de ser presidente na eleição de 2018, quando ainda não havia o trânsito em julgado da sentença proferida  no irresponsável processo judicial aberto  pela lava jato.


A Globo, detentora da concessão de radiodifusão pública, além de não ter feito jornalismo, negou ao povo brasileiro o direito fundamental à informação, deixando a população na ignorância sobre as realizações do atual governo do presidente Lula fez e quais os seus projetos para o quarto mandato.


O que a Globo fez no Jornal Nacional contra o presidente Lula nos possibilita debater os limites da responsabilidade da emissora, cuja atuação constituiu uma censura ao presidente, que, no espaço destinado a todos os candidatos, foi impedido de expor as suas realizações e apresentar suas propostas para o futuro mandato.


Em síntese, a Globo distorceu e mentiu para tentar culpar o presidente Lula por tudo, em total desrespeito a princípios constitucionais fundamentais. Foi uma vergonha o que ocorreu, mais uma vez, contra o presidente Lula. Quando vão pedir desculpas?


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